Regulação emocional como prática psicoeducativa em universitários: uma perspectiva somática

Nome do/a aluno/a: Eduardo José Esteves Brito

Orientador/a: Edna Lúcia Tinoco Ponciano

Ano: 2019

Banca: Prof.ª Dra. Edna Lúcia Tinoco Ponciano (Orientadora) Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Prof. Dr. Carlos Eduardo Melo Oliveira Somatic Experiencing Trauma Institute (SETI)/ Associação Brasileira de Trauma (ABT); Prof.ª Dra. Liana Rodrigues Netto Somatic Experiencing Trauma Institute (SETI)/Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

Resumo: A interlocução entre a Psicologia e a Biologia ressalta a importância da interligação entre as sensações, as emoções, os sentimentos e o ambiente, como constituintes da Regulação Emocional, a partir do modelo Bottom-up. Esse modelo constitui um paradigma que compreende o corpo físico como componente do self e como uma base sólida para a mente. Outro aspecto relevante está em considerarmos esse corpo afetivo como também produtor de subjetividade em diversos contextos. A perspectiva defendida nesse trabalho, portanto, se difere do modelo Bottom-up da Psicologia Cognitiva, que considera a cognição como principal habilidade para a regulação emocional, excluindo ou desvalorizando as sensações e as emoções, e consequentemente, prioriza o agenciamento e o controle do corpo, em que as sensações e as emoções são um subproduto da atividade mental. O modelo cognitivo, modelo Top-down, está baseado no aspecto cultural ocidental moderno, no qual prevalece a realização de metas, de controle emocional e de sucesso. (DAMÁSIO, 2011; LEVINE, 2012; GENDLIN, 1992, 2006; PORGES, 2012; SIEGEL, 2018). Destacar o potencial das sensações, das emoções como componentes do Self e do corpo, como base para mente, além da cognição, para o desenvolvimento da Regulação Emocional, é o nosso objetivo de investigação, a partir de uma metodologia qualitativa, que embasa a construção de um método psicoeducativo. Uma proposta de focalização em grupo é desenvolvida com universitários da UERJ, que se encontram em um momento de insegurança, marcada pela instabilidade política e econômica do Estado. O método psicoeducativo utilizado visa à expressão de si, na relação, a partir de três perguntas: o que, onde e como você sente. Participam deste estudo, 25 estudantes de vários cursos da UERJ, com idades entre 20 e 59 anos, sendo dezoito mulheres e sete rapazes. Os participantes, divididos em três grupos – grupo piloto (GP) com sete membros, grupo 1 (G1) com oito membros e o grupo 2 (G2) com dez integrantes – são identificados(as) por um número de 001 a 025. Os grupos tiveram duração média de 1h e 20 minutos, gravados em áudio e vídeo, sendo transcritos e submetidos à Análise de Conteúdo, segundo Bardin (2008). Obtivemos uma expressão significativa das sensações, das emoções, dos sentimentos e da produção de significado em todas as etapas do processo, caracterizando uma construção que se originou no sensorial e fluiu para a palavra. Nesse sentido, o método utilizado, proporcionou a Regulação Emocional “de baixo para cima” ou modelo Bottom-up, se diferenciando do modelo “de cima para baixo” ou Top-down, característico da Psicologia Cognitiva. Desse modo, possibilitou uma nova perspectiva de compreensão da experiência sentida. Diante disto, a habilidade de se observar na relação com o acontecimento, permite a não fixação em uma experiência sensorial, emocional e cria um fluxo de energia e informação entre o Self, a mente e o ambiente (LEVINE, 2012; SIEGEL, 2018). Com isso, a psicoeducação é caracterizada como um processo dividido em etapas, corporais e de significado, no qual todas estão integradas e implicadas. Consequentemente, a partir das sensações e das emoções, observamos que o foco nas sensações corporais direciona para uma nova compreensão da experiência emocional, levando à integração entre as sensações, as emoções e os sentimentos o que possibilita novas respostas e novas produções de sentidos.

Link da biblioteca: http://catalogo-redesirius.uerj.br/sophia_web/index.asp?codigo_sophia=263477

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