Paquetá entre histórias e memórias: memória social dos moradores da Ilha

Nome do/a aluno/a: Glenio Carneiro Maciel Junior

Orientador/a: Ricardo Vieiralves de Castro

Ano: 2019

Banca: Prof. Dr. Ricardo Vieiralves de Castro (Orientador) Instituto de Psicologia da UERJ; Profª Dra.Wilma Marques Leitão Universidade Federal do Pará; Prof Dr. Marcelo Henrique da Costa Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Resumo: O presente trabalho busca identificar as memórias dos moradores de Paquetá a partir da perspectiva psicossocial da memória. A Ilha de Paquetá encontra-se na Cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente na Baía de Guanabara e se caracteriza por não haver veículos automotivos como meio de locomoção, um lugar com pouca violência e por só haver um meio de transporte oficial para o continente. A pesquisa se faz necessária como forma de conhecimento populacional do bairro que, apesar de possuir certa proximidade com o centro do Rio de Janeiro, se distancia do mesmo pelas suas singularidades. Utilizou-se como base teórica para a realização da dissertação a teoria da memória social em uma perspectiva psicossocial como propôs Celso Pereira de Sá, procurando recorrer a autores como Halbwachs, Le Goff e Pierre Nora para tentar compreender a construção da memória em seu caráter mais amplo. Além de uma pesquisa bibliográfica sobre a Ilha de Paquetá, realizou-se também uma pesquisa de campo, com cinquenta entrevistas que procuravam identificar as memórias dos moradores acerca de eventos e personalidades que possuem algum tipo de relação com a Ilha e lugares. Dividiu-se a amostra em dois grupos de acordo com suas faixas etárias, onde os mesmos deveriam ter entre 15 a 21 anos – período que, segundo Mannheim (1982), lembra-se com mais facilidade, tendo a memória vívida – durante dois eventos importantes para a Ilha: O vazamento de óleo na Baía de Guanabara, ocorrido em 2000 e a retirada das charretes na Ilha de Paquetá, ocorrida em 2016. Portanto, o primeiro grupo foi composto por moradores nascidos entre 1979 e 1985, enquanto o segundo foi formado por moradores nascidos entre 1995 e 2001. Utilizou-se para a análise de dados o método de análise de conteúdo proposto por Laurence Bardin, realizando uma análise categorial das memórias, as classificando em temas para melhor compreensão dos resultados de pesquisa. Procurou-se também relacionar com outros campos do saber como a Antropologia e as Ciências Sociais para compreender melhor a relação da população com o fenômeno lembrado. Encontrou- se então, uma população que se relaciona com a Ilha, não pode meio da história ou fatos históricos que ali tenham acontecido, mas sim, pelo caráter de tranquilidade do local e segurança para os que ali habitam. Há um esquecimento de figuras históricas como José Bonifácio e Joaquim Manuel de Macedo em sua relação com a Ilha, onde os mesmos passam a ser lembrados por lugares, como uma escola ou uma rua, sem relação direta com a importância histórica que estes obtiveram em vida.

Link da biblioteca: http://catalogo-redesirius.uerj.br/sophia_web/index.asp?codigo_sophia=272261

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