O que papai do céu não deu, a ciência vende: feminilidades de mulheres trans e travestis em privação de liberdade

Nome do/a aluno/a: Vanessa Pereira de Lima

Orientador/a: Anna Paula Uziel

Ano: 2019

Banca: Drª Anna Paula Uziel (Orientadora) Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ; Drª Patrícia Castro de Oliveira e Silva (Co-orientadora) Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ; Drª Natália Corazza Padovani Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP/PAGU; Drª Jaqueline Gomes de Jesus Instituto Federal do Rio de Janeiro – IFRJ; Drº Wiliam Siqueira Peres Universidade Estadual Paulista – UNESP.

Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo acompanhar e discutir como se produzem feminilidades de mulheres trans e travestis no interior das prisões e explorar as expressões, definições e performatividades que atravessam as práticas discursivas de saber-poder que normatizam e engendram corpos e sexualidades. Ancorada por pistas metodológicas de autores(as) feministas e pós-estruturalistas que apostam em uma cartografia como compromisso teórico-político-metodológico e dos conceitos de liso e estriado desenvolvidos por Deleuze e Guattari, busquei por em análise noções e práticas relacionadas a gênero e sexualidades, bem como os atravessamentos de raça/cor, classe social, geração, nas trajetórias e nos processos de produção e/ou manutenção de feminilidades que são dobradas durante a experiência de privação de liberdade. A partir de entrevistas individuais e oficinas realizadas pelo Projeto Vida com mulheres trans e travestis privadas de liberdade, em duas unidades prisionais mistas do Rio de Janeiro, foi possível mapear as multiplicidades e possibilidades de produção e/ou manutenção de feminilidades. Investigou-se os movimentos, forças, tensões que, nos contornos das prisões, produzem novos afetos. Para tanto, os analisadores utilizados tais como as visitas familiares e os relacionamentos afetivo-sexuais possibilitaram acompanhar as linhas duras e flexíveis que se curvam, dobram e desdobram em linhas de fuga e novos modos de existência que, sob o prisma das dinâmicas institucionais, evidenciam os agenciamentos e as relações de poder que fazem criar estratégias de enfrentamento e resistência no interior das unidades prisionais mistas.

Link da biblioteca: http://catalogo-redesirius.uerj.br/sophia_web/index.asp?codigo_sophia=263604

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Programa de Pós-graduação em Psicologia Social

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