Mutismo seletivo e escola: um estudo descritivo e teórico

Nome do/a aluno/a: Patrícia Reis Candeias

Orientador/a: Angela J. Donato Oliva

Ano: 2018

Banca: Profª. Drª. Angela Donato Oliva Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ; Profª. Drª. Ana Claudia Azevedo Peixoto Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ; Profª. Drª. Karla da Costa Seabra Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ

Resumo: O Mutismo Seletivo é um transtorno ainda pouco conhecido pelos educadores, psicólogos escolares e pela população em geral, o que torna o seu diagnóstico, na maioria das vezes, tardio. O Mutismo Seletivo foi, recentemente, classificado como um Transtorno de Ansiedade e acomete principalmente crianças de 2 a 5 anos, se caracterizando pela falta de comunicação oral em locais determinados, na maioria das vezes, na escola. Este trabalho apresenta uma Revisão Integrativa da Literatura do Mutismo Seletivo no últimos 5 anos e, baseando-se no relato de caso que instigou esta pesquisa, um segundo estudo foi realizado para descrever, em uma amostra no Rio de Janeiro, o que educadores, psicólogos, pais e população em geral conhecem sobre o transtorno.

Link da biblioteca: http://catalogo-redesirius.uerj.br/sophia_web/index.asp?codigo_sophia=246758

 

 

Título: Relações intergrupais e estratificação social: construção da identidade social de estudantes da rede estadual do Rio de Janeiro

Nome do/a aluno/a: Álvaro Rafael Santana Peixoto

Orientador/a: Rafael Pecly Wolter

Ano: 2018

Banca: Prof. Dr. Rafael Moura Coelho Pecly Wolter: (Orientador) Universidade Federal do Espírito Santo; Prof. Dr. Denis Giovani Monteiro Naiff Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro; Prof. Dr. Antonio Marcos Tosoli Gomes Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Resumo: Esse trabalho se enquadra no grande campo da psicologia social através das teorias das representações sociais e identidade social e também da sociologia com as teorias do campo, do habitus e dos capitais de Pierre Bourdieu. O objetivo desse estudo é averiguar de que maneira um grupo com poucos capitais (estudantes de escolas públicas estaduais do Rio de Janeiro) se compara com um grupo posicionado de maneira superior (estudantes da Universidade de São Paulo), de maneira igual (estudantes de escola pública) e de maneira inferior (moradores de rua) e com isso constituem a sua identidade social. A teoria das representações sociais de Serge Moscovici e suas abordagens estrutural e societal e a forma como conversam com a teoria da identidade social, formulada por Henri Tajfel, são as bases teóricas desse trabalho. As teorias de Pierre Bourdieu supracitadas são inseridas para compreender as posições que esses grupos ocupam na estratificação social, bem como a forma que essas posições interferem no pensamento social. Como método desse estudo foram aplicados três questionários em 124 estudantes, que contavam com questões de evocação livre e itens de Likert sobre os três grupos alvos de comparação. Os itens de Likert visavam observar quais modalidades de comparação são utilizadas (comparações por capacidade, por cumprimento de normas sociais, por essência e por hostilidade percebida). Para a análise das questões de evocação livre foi utilizada a análise prototípica, ou análise das quatro casas, que visa determinar quais elementos são candidatos ao núcleo central e ao sistema periférico de cada representação. Para os itens de Likert foram utilizados a análise de variância e o teste tstudent de amostras independentes, com vistas a comparar as médias das respostas relativas a cada um dos grupos. Como resultados, observa-se que as representações dos estudantes de escola pública sobre os três grupos, tendem a apresentar uma homologia com as posições ocupadas por cada um na estratificação social, já que elementos positivos tendem aparecer com maior frequência na representação de estudantes da USP do que na de estudantes de escola pública ou de moradores de rua. As questões sobre as modalidades de comparação demonstraram que a comparação social não acontece da mesma forma entre os grupos, de modo que os moradores de rua são depreciados por não seguirem normas sociais básicas, como de higiene e de trabalho, os estudantes de escola pública são depreciados por serem bagunceiros e preguiçosos por essência e os estudantes da USP são apreciados por uma essência disciplinada e depreciados por representarem uma possibilidade de agressão pelo fato de se sentirem superiores a outros estudantes. Como conclusão se observa uma tendência dos estudantes de escola pública a se autovalorizam frente aos outros dois grupos e a não se pensarem como menos capazes que os estudantes da USP, apenas como mais indisciplinados, demonstrando que apesar de suas representações refletirem as posições sociais, eles se depreciam apenas em algumas modalidades frente aos estudantes da USP. Também fica claro que as formas de comparação se alteram dependendo do grupo alvo de comparação.

Link da biblioteca: http://catalogo-redesirius.uerj.br/sophia_web/index.asp?codigo_sophia=247969

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Programa de Pós-graduação em Psicologia Social

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