Fortalecimento da relação entre pais e filhos adolescentes: desenvolvendo habilidades de vida no Cras

Nome do/a aluno/a: Xenia de Andrade Domith

Orientador/a: Edna Lúcia Tinoco Ponciano

Ano: 2019

Banca: Prof.ª Dra . Edna Lúcia Tinoco Ponciano Instituto de Psicologia – UERJ; Prof. Dr. Fernando Santana de Paiva Instituto de Ciências Humanas – UFJF; Prof.ª Dra Vanessa Barbosa Romena Leme Instituto de Psicologia – UERJ

Resumo: A família apresenta-se como importante contexto de desenvolvimento, no qual a parentalidade exerce papel fundamental para o bem-estar dos(as) filhos(as) adolescentes (Ponciano, 2016). Entretanto, com frequência, os pais verbalizam o desafio de promover o desenvolvimento saudável dos(as) filhos(as). Os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) têm se revelado como significativos espaços para o fortalecimento dos vínculos. O bem-estar é um importante componente (Snyder & Lopes, 2009), que se acrescenta, favorecer a maneira como os pais se veem e percebem seus(suas) filhos(as) adolescentes. Nesse sentido, compreende-se que ao investir no bem-estar parental, pode-se promover o fortalecimento da relação pais-filhos(as), a partir da estimulação da espontaneidade, como fator promotor de novas formas de lidar com as questões cotidianas (Moreno, 2014). O Modelo Bioecológico (Bronfenbrenner & Morris, 1988) baliza o estudo da inter-relação que envolve a pessoa, o processo, o contexto e o tempo, para a construção e análise do Programa de Fortalecimento de Vínculos entre Pais e Filhos(as), no qual as Habilidades de Vida (Castellanos, 2005) apresentam-se como estratégia para o fortalecimento e o desenvolvimento de competências que contribuam para o exercício da parentalidade. A Psicologia Sócio-histórica (Bock, Gonçalves, & Furtado, 2015), apresenta-se como monitora da qualidade da pesquisa contextualizada e aplicada à realidade do território, onde este estudo foi realizado. A presente pesquisa tem como objetivo geral: construir, conjuntamente, um espaço que, pela interação grupal e pela ampliação da rede pessoal das famílias, sejam desenvolvidas e/ou fortalecidas habilidades de vida, auxiliando a elaboração dos desafios da relação pais-filhos(as) adolescentes, trazendo bem-estar na função parental. Essas perspectivas são alinhadas a uma visão sistêmico/relacional, abarcando a relação pais-filhos(as) adolescentes e as emoções envolvidas nessa trama. Esta é uma proposta de pesquisa-ação com um grupo multifamiliar, formado por 08 famílias voluntárias, atendidas pelo CRAS Centro, na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, onde são trabalhadas as habilidades de vida, a partir de dinâmicas e de jogos psicodramáticos. As entrevistas e os encontros são gravados e transcritos para Análise de Conteúdo (Bardin, 2008). Na avaliação realizada imediatamente após a execução do Programa, as participantes verbalizam sobre as experiências no grupo multifamiliar como fundamentais para o encontro consigo e com os(as) adolescentes de suas vidas, identificando- o como espaço para o exercício da regulação emocional, da construção de alternativas para resolver problemas e tomar decisões na parentalidade, relatam aumento do bem-estar e ampliação da rede de apoio. No entanto, na avaliação da aplicabilidade do programa em médio prazo, sem a realização do grupo multifamiliar, enquanto participantes narram ter aplicado com êxito algumas habilidades de vida, outras declaram se sentirem solitárias na ausência do grupo, não obtendo êxito na regulação emocional e na aplicação das habilidades de vida na parentalidade. Considera-se, desse modo, que o Programa atingiu seu objetivo parcialmente, uma vez que os vínculos entre pais e filhos(as) foram fortalecidos e o bem-estar parental alcançado, a partir da interação grupal. No entanto, revelando necessidade de ampliação e de flexibilização do tempo, permitindo a realização dos desdobramentos, conforme a demanda do grupo.

Link da biblioteca: http://catalogo-redesirius.uerj.br/sophia_web/index.asp?codigo_sophia=269210

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Programa de Pós-graduação em Psicologia Social

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