FORMATO ALTERNATIVO DE TESE

Os requisitos para defender uma tese no PPGPS são: Ineditismo, originalidade, autoria e independência. Isso tem pautado e orientado as produções de tese nos programas de pós-graduação e busca-se preservar esses pontos, mesmo adotando novos formatos.

Embora estejamos familiarizados com a estrutura “clássica” composta por capa, folha de rosto, folha de aprovação, dedicatória (opcional), agradecimentos (opcional1), epígrafe (opcional), sumário, lista de tabelas/figuras, resumo, abstract, apresentação (opcional), introdução, desenvolvimento (alguns capítulos, cujo conteúdo varia dependendo da orientação teórico-metodológica do/a autor/a), conclusão, referências e anexos, usada na construção das teses, este já não é o único formato adotado por alguns programas de pós-graduação no Brasil. A inclusão de artigos no corpo da tese é uma realidade que ocorre em diferentes áreas: humanas, biológicas e tecnológicas. As mudanças na estrutura preservam o ineditismo, originalidade, autoria e independência, mas permitem a apresentação da tese em formato semelhante aos artigos.

Espera-se a publicação dos estudos decorrentes da pesquisa ao longo dos quatro anos do curso. Os programas de pós-graduação, ao incorporarem um novo formato de tese, buscam atender especificidades do trabalho acadêmico e, como consequência, contribuem para tornar as publicações uma etapa a ser cumprida no período do curso.

O Colegiado do PPGPS/UERJ deliberou pela adoção de um formato novo de tese, além da estrutura clássica vigente. Não se trata de substituição da estrutura “clássica” de tese por outra; mas da decisão para que coexistam formatos de tese. Não é para ser uma exigência (como ocorre em alguns programas); é para permitir formatos opcionais, de acordo com a natureza do trabalho desenvolvido. A nova estrutura não se constitui como uma facilidade, nem pretende ser uma dificuldade. Apenas permite que a(s) publicação(ões) decorrente(s) da(s) pesquisa(s) desenvolvidas ao longo do curso de doutorado ou que manuscritos em formato de artigos ou capítulos de livros possam constar no corpo da tese, observadas algumas exigências.

Os pontos aqui apresentados devem servir como diretrizes norteadoras. A ideia é oferecer estrutura de tese alternativa, observando para que sejam mantidos os critérios de ineditismo, originalidade, autoria e independência.

1 Os agradecimentos às agências de fomento são obrigatórios.
2Caberá ao/à orientador/a (juntamente com o/a aluno/a) decidir qual formato de tese irá adotar.
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PROPOSTAS PARA FORMATO DE TESE

FORMATO CLÁSSICO
No formato clássico, já adotado no PPGPS, deve constar, além dos pré-textuais, introdução, desenvolvimento (cujo conteúdo e organização variam dependendo da orientação teórico-metodológica do autor), conclusão/considerações finais, referências e anexos, se for o caso. Deve ser um trabalho original, seguindo os preceitos da ética e da ciência, considerada em suas múltiplas expressões reconhecidas no âmbito do campo da pesquisa em psicologia.

FORMATO DE TEXTOS/ARTIGOS
Na alternativa “formado por textos”, o “Capítulo 1” (que pode ser “Introdução”) pode ser mais sucinto, em virtude de os textos apresentarem uma introdução própria. Nessa “Introdução”, porém, deve constar um eixo norteador que justifica a reunião dos textos, apresentando uma revisão teórica ampla que ajude o/a leitor/a a compreender de que maneira os textos estão articulados para formar (e defender) uma tese. O problema a ser tratado na tese deve ser bem delineado nessa parte, considerando as peculiaridades das diversas metodologias de pesquisa em psicologia. Neste capítulo, deve constar a justificativa e a lacuna na literatura deve ser devidamente apontada. A originalidade e o ineditismo da pesquisa devem ser claramente identificados. Os objetivos dos textos podem estar listados nessa introdução ou, a critério do/a aluno/a e do/a orientador/a, em outro capítulo, visto que esse capítulo não precisa ser único. Dependendo do trabalho, pode haver mais capítulos ou o capítulo único pode ser composto por tantos subtítulos quantos forem necessários ou adequados para o desenvolvimento da tese.
A seção de “Referências” no “formado por textos” deve conter todos os trabalhos citados ao longo do compilado.

● Critérios a serem adotados no “formado por” textos:

➢ Número de textos: No mínimo três manuscritos, sendo pelo menos um publicado ou aceito para publicação e dois em formato de artigos (OBS.: o envio do manuscrito não poderá ser anterior à data de admissão no curso de doutorado).

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➢ Natureza dos textos: estudos empíricos ou teóricos
➢ Autoria e Coautoria: O/a aluno/a deve ser primeiro/a autor/a em todos os textos aceitos para publicação ou publicados, inseridos na tese; o/a orientador/a deve ser o co-autor/a, e também o/a co-orientador/a, quando houver.
➢ Qualis do periódico: o texto publicado sob a forma de artigo ou aceito para publicação deve estar em periódico, no mínimo A4 (classificação Qualis CAPES).
➢ Idioma – podem constar textos escritos em outros idiomas que não o português, desde que, neste caso, seja incluída tradução em português no corpo da tese
➢ As informações sobre onde os artigos foram publicados deve constar na tese.
➢ Se a/o autor/a disponibilizar a tese depois da defesa, ela deve estar completa, contendo todos os textos, incluindo os publicados, no prelo ou submetidos. No caso dos manuscritos submetidos ainda sem resposta até o dia do envio da versão final para a Secretaria, os mesmos devem ser mantidos sem o título escolhido e não se deve indicar para qual periódico foi submetido. Assim, mantem-se a tese na íntegra e não se rompe o sigilo necessário à avaliação por pares.

Considerações gerais:

No caso das teses “formadas por textos “, a introdução deve dar uma boa ideia de como está estruturada, comentando cada capítulo (que pode ser capítulo de tese, artigo ou capítulo de livro) para que seja possível entender como foi construída. Sabe-se que haverá minimamente uma repetição, porque cada capítulo ou artigo deverá situar o/a leitor/a no trabalho mais geral. Fora isso, os capítulos devem se somar, de maneira complementar, ao argumento da tese. Há que se poder identificar a rationale do trabalho. As considerações finais ou conclulsões também devem tratar do trabalho como um todo.

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Um ponto importante e que deve nortear as avaliações da banca é que no trabalho final constem os elementos suficientes e necessários para uma tese. A tese continua sendo um documento a ser avaliado pela banca. Ainda que todos os textos tenham sido publicados, a banca pode não achar adequada a articulação dos mesmos e sua discussão.

 

 

formato alternativo de tese final fev 2021

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Programa de Pós-graduação em Psicologia Social

Anna Paula Uziel – Coordenadora do PPGPS

Laura Cristina de Toledo Quadros – Coordenadora Adjunta do PPGPS
 

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