Cartas de uma jovem pesquisadora acerca do brincar na cidade: um estudo COM o campo

Nome do/a aluno/a: Deborah da Silva de Souza

Orientador/a: Laura Cristina de Toledo Quadros

Ano: 2019

Banca: Professora Doutora Laura Cristina de Toledo Quadros (Orientadora) Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Professor Doutor Ronald João Jacques Arendt Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Professora Doutora Ana Claudia Lima Monteiro Universidade Federal Fluminense; Professora Doutora Angela Maria Carneiro Silva (Suplente) Universidade Federal Fluminense.

Resumo: O presente trabalho tem a proposta de compartilhar os caminhos de uma descoberta que constitui o próprio descobrir-se cientista. O corpo de uma jovem pesquisadora que aprende a ser afetado pelo imprevisível, pelo múltiplo, pelo processo, pelo surpreendente, pelos atores, por versões que constroem esse pesquisar. A partir do objetivo de investigar os espaços públicos em que ocorra expressão, articulação e ocupação do brincar na cidade de Niterói e do Rio de Janeiro, me debruço a estudar como se dá a tessitura das práticas lúdicas na cidade. Me aproximando assim das práticas e de como elas se articulam, percorrendo os espaços e seguindo os atores, a partir de uma investigação que se desdobra no fazer. Tal investigação apresenta como aposta teórico–metodológica a escrita de cartas como política de resistência. Uma aposta em um exercício de fazer ciência engajado com aquilo que se produz no encontro COM o campo. Partindo para isso dos estudos Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) aliada ao suporte da Teoria Ator-Rede (TAR). A Teoria Ator-Rede é traduzida no inglês como Actor Network Theory (ANT), e Latour (2012) ressalta a duplicidade do sentido da sigla ANT, pois a mesma (ant) significa formiga em inglês. Desse modo, a TAR, bem como a formiga é aquela que percorre os pequenos caminhos, o trajeto, é a que segue as pistas, os vestígios, em uma rede heterogênea de humanos e não-humanos. Desse modo, utilizo como inspiração essa experiência, colecionando histórias e escrevendo cartas sobre o que eu, como uma pesquisadora “formiga”, encontrei nos caminhos percorridos pelas cidades, observando e interagindo com o brincar em suas muitas formas e recolhendo material para a construção desse estudo. Ao acompanhar o brincar pelas cidades, ele se apresentou em suas versões, como uma prática que envolve mente, corpo, emoções, invenções, que faz vínculos com humanos e não-humanos, como um fenômeno social, em rede, e que vai além de ser uma prática apenas de criança. Uma forma criativa de se fazer existir, resistir dentro da cidade, envolvendo desvios, riscos, afetos, encontros e apostas, assim como numa pesquisa.

Link da biblioteca: http://catalogo-redesirius.uerj.br/sophia_web/index.asp?codigo_sophia=263635

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Programa de Pós-graduação em Psicologia Social

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