Branquitude nos movimentos feministas: uma análise dos processos de subjetivação e racialização de mulheres brancas

Nome do/a aluno/a: Georgia Grube Marcinik

Orientador/a: Amana Rocha Mattos

Ano: 2018

Banca: Profª. Dra. Amana Rocha Mattos (Orientadora) Instituto de Psicologia – UERJ; Profª. Dra. Giovana Xavier da Conceição Nascimento Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ; Profª. Dra. Lia Vainer Schucman Instituto AMMA Psique e Negritude; Profª Dra. Maria de Fátima Lima Santos Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

Resumo: O objetivo central deste estudo foi investigar e analisar a branquitude nos movimentos feministas através da intersecção, principalmente sob as perspectivas de raça e gênero. Partindo da inquietação sobre como a branquitude se apresenta nos movimentos feministas e da repercussão deste conceito na construção do pensamento acerca das lógicas hegemônicas raciais intragênero nestes contextos, buscou-se compreender os processos de subjetivação e racialização da pessoa branca e, consequentemente, a localização das feministas brancas na luta antirracista nos feminismos. A pesquisa fundamentou-se em produções e epistemologias dos feminismos não hegemônicos e estudos críticos da branquitude, aproximando-se, principalmente, das mulheres negras, com a abordagem interseccional e descolonial. A pesquisa de campo foi desenvolvida a partir de dois direcionamentos: o primeiro consistiu da observação participante nos diversos eventos e espaços feministas que assumem o compromisso de luta antissexista, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, e o segundo, da realização de entrevistas semi-estruturadas com cinco mulheres que se identificam como feministas e pessoas brancas dispostas a dialogar sobre sua condição racial, na tentativa de compreensão dos (des)dobramentos associados à postura de reconhecimento dos privilégios raciais, vantagens e direitos dessas mulheres no âmbito das práticas feministas, além das repercussões ecoadas. Para a análise dos dados, foram utilizados três eixos norteadores: (1) os movimentos feministas; (2) os processos de subjetivação e racialização de feministas brancas; e (3) a branquitude nos movimentos feministas. Conscientizar-se e refletir sobre esse desconforto representa um desafio para as feministas brancas, uma vez que ele evidencia as dificuldades (ou mesmo impossibilidades) de aproximações de pautas entre os feminismos hegemônicos e os feminismos não hegemônicos. As interpelações tecidas a respeito do lugar racial privilegiado ocupado por feministas brancas necessitam ser elaboradas na perspectiva de torná-las capazes de incorporar não apenas as análises sobre opressões de gênero, mas, também, de situá-las em marcadores raciais, interseccionando a questão racial nos estudos realizados.

Link da biblioteca: http://catalogo-redesirius.uerj.br/sophia_web/index.asp?codigo_sophia=248994

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