A crise da psicologia social brasileira na década de 1970: uma análise a partir de alguns periódicos

Nome do/a aluno/a: Gervásio de Araújo Marques da Silva

Orientador/a: Ana Maria Jacó Vilela

Ano: 2018

Banca: Profª. Drª. Ana Maria Jacó Vilela (Orientadora) Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ; Prof. Dr. Fernando Lacerda Júnior Universidade Federal de Goiás – UFG; Prof. Dr. Francisco Teixeira Portugal Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Resumo: Este trabalho é um estudo histórico da psicologia social brasileira por meio da análise de publicações da década de 1970 em periódicos científicos. Desde a institucionalização da psicologia social brasileira na década de 1930 até os anos 1960, reproduziu-se os modelos importados da Europa e, especialmente, dos EUA. Na década de 1960 o modelo hegemônico de psicologia social era o cognitivo-experimental, apresentando como características principais o individualismo, o experimentalismo, o utilitarismo, o etnocentrismo, a micro teorização e o a-historicismo. Algumas narrativas históricas apontam que na década de 1970 esta psicologia social hegemônica começou a ser questionada, período conhecido como “crise da psicologia social”. Portanto, este trabalho tem como objetivo identificar quais os posicionamentos críticos emergiram da psicologia social durante a década de 1970 a partir de suas publicações acadêmicas. A metodologia utilizada foi a pesquisa documental, fundamentada no método materialista histórico-dialético de estudo histórico. Para tanto este trabalho teve três momentos: o primeiro foi a descrição da sociedade brasileira, especificamente sua história geral e seu pensamento social, o segundo foi a apresentação da história da psicologia social e sua relação com a realidade concreta do país, e o terceiro, a análise documental das publicações de alguns periódicos de psicologia na década de 1970. Analisamos os textos de quatro periódicos com publicação contínua nos anos 1970: o Arquivos Brasileiros de Psicologia Aplicada, o Boletim de Psicologia, o Boletim do Instituto de Psicologia e o Psico. A “crise da psicologia social” apareceu em textos da década de 1970, com questionamentos dirigidos especialmente à metodologia experimental e a sua relevância social. No entanto, as críticas não promoveram uma mudança teórica e metodológica na psicologia social do período; o hegemônico nas publicações foi a psicologia social cognitivoexperimental. Este processo de renovação na psicologia social, que resulta em uma psicologia social crítica, somente se verifica em publicações na década de 1980.

Link da biblioteca: http://catalogo-redesirius.uerj.br/sophia_web/index.asp?codigo_sophia=265666

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Programa de Pós-graduação em Psicologia Social

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